A violência contra a mulher

Da Redação | Foto: 123 REF | Adaptação web Caroline Svitras

Durante o mês de abril, circulou pelas redes sociais a hashtag #EuViviUmRelacionamentoAbusivo, seguida de depoimentos femininos de experiências pessoais sobre esse tipo de relação. A grande dificuldade em definir políticas públicas contra a violência às mulheres e, mesmo, fornecer suporte a elas, está no silêncio das vítimas. Este, por sua vez, ocorre muitas vezes pelo constrangimento ocasionado na exposição do caso a uma cultura que culpabiliza a mulher pelo assédio e violência sofridos. Isso sem falar nas limitações das vítimas em reconhecer que, mesmo sem chegar às vias de fato, está vivendo um relacionamento abusivo. Dados estatísticos mostram que a violência psicológica denunciada já alcança percentual considerável frente à violência sexual e física sofrida pelas mulheres, sendo o equivalente a quase metade dessas outras denúncias.

 

No Brasil, um dos principais mecanismos de apoio às vítimas de violência contra a mulher é o Ligue 180, acessado gratuitamente de qualquer lugar. O canal registrou, em 2016, aumento de 51% no número de denúncias em todo o país, em relação ao ano anterior. No total, 1 milhão e 300 mil denúncias foram registradas: 50% sobre violência física, 31% sobre violência psicológica e 5% sobre violência sexual. Em 65% dos casos, a violência foi praticada por homens contra as companheiras. E em 38%, o relacionamento entre a vítima e o agressor tem mais de 10 anos de duração (dados divulgados pela Agência Brasil).

 

Quer ver mais matérias? Garanta a sua revista Sociologia Ciência & Vida nas bancas ou clicando aqui!