Conheça 5 grandes nomes da luta LGBT+

Há quase 50 anos o cenário de homofobia e opressão vivida pelos homossexuais começava a dar seus primeiros passos de transformação

Por Caroline Svitras | Foto: Shutterstock

O poder explica, explicita, obriga os sujeitos a deporem minuciosamente sobre seus atos. Molda o modo como vivemos: nossos desejos, nossas questões e curiosidades

Na década de 1960, a homossexualidade era criminalizada e tratada como doença mental. Em todo o mundo, não raras eram as vezes em que pessoas foram jogadas em cárceres ou enviadas a hospitais psiquiátricos por apresentarem comportamentos que não se encaixavam no padrão aceito pela sociedade da época.

Bares em Nova York, por exemplo, eram incentivados a manter embriagados os clientes que manifestassem atitudes homossexuais para que policiais pudessem identificá-los e prendê-los.

A história começou a ser mudada quando, em 1969, frequentadores do bar Stonewall Inn resistiram à prisão e incentivaram protestos de ativistas gays e moradores dos arredores contra a perseguição e opressão impostas a homossexuais. Iniciada no dia 28 de junho, a Rebelião de Stonewall foi marcada por seis dias de confrontos violentos e acabou inspirando a comemoração do Dia do Orgulho LGBTI (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transsexuais e Interssexuais) em todo o mundo.

 

Nikolay Alekseyev (Rússia)

O russo é um dos principais líderes pela luta LGBTI+ de seu país, sendo o organizador da primeira Parada do Orgulho Gay em Moscou. O evento foi banido um ano depois e desde então as autoridades do país  vêm investindo em fortes represálias contra a comunidade gay. Alekseyev, jornalista e advogado, continua engajado na luta pelos direitos de homossexuais e pessoas trans na Rússia e segue na liderança de diversos projetos contra o preconceito e a homofobia.

 

 

 

João Antônio Mascarenhas (Brasil)

Mascarenhas foi um dos idealizadores do jornal O Lampião da Esquina, a primeira publicação brasileira com pautas voltadas para o público LGBT e que defendia os direitos dos homossexuais.

 

 

 

 

 

 

Rafucko (Brasil)

Carioca, ele se destacou nas manifestações de 2013. Rafucko é responsável pela organização de mobilizações e atos online em repúdio à homofobia.

 

Alice Nkom (Camarões)

A advogada é conhecida pela luta dos direitos de homossexuais no país africano. Nkom criou e é atual diretora da Association pour la défense des droits des homosexuel(le)s (Associação para a defensa dos direitos dos homossexuais) – ADEFHO.

 

 

 

 

João W. Nery (Brasil)

Primeiro transexual a se submeter a cirurgia no Brasil, o ativista teve seu diploma de psicologia cassado quando registrou-se como João no cartório. Ele foi e ainda é uma importante influência na luta pelo direito à mudança de nome nos documentos para pessoas trans. É autor do livro Viagem solitária: Memórias de um transexual.