Cotas para quê?

Por Carla Cordeiro* | Foto: Shutterstock | Adaptação web Caroline

Em maio de 2014, foram aprovadas pelo Senado cotas para negros e pardos em concursos públicos federais. O projeto institui que 20% das vagas em órgãos da administração pública direta, autarquias, fundações federais, empresas públicas e sociedades mistas sejam destinadas a essa parcela que representa, como aponta dados do IBGE, 50,74% da população brasileira, mas que, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), representam menos de 12% do funcionalismo público de alto escalão. Essa lei tem validade de dez anos. Discussão iniciada em 1995, as políticas de ação afirmativa para afrodescendentes, popularmente conhecidas como “cotas”, têm como objetivo a superação de desigualdades históricas baseadas na noção de raça/cor, onde a destinação de porcentagem de vagas em concursos e universidades constituem um entre tantos outros meios na tentativa de vencer a desigualdade racial, pois além do acesso à educação e ao emprego existem outras medidas como: concessão de bolsas de estudo; prioridade em empréstimos e contratos públicos; distribuição de terras e moradias; apoio a atividades de valorização étnica e cultural etc. Ações de longo, médio e curto prazo projetadas em metas, fundamentadas em amplos estudos.

 

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Sociologia Ciência & Vida Ed. 54

*Doutoranda em Sociologia na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), professora de Sociologia da rede pública estadual de São Paulo. Email: cafcor@gmail.com

Adaptado do texto “Cotas para quê?”