Mulheres no poder

Por Gláucia Viola |  Adaptação web Caroline Svitras

 

O sutiã é um clássico objeto considerado o antissexista da liberação feminina. Uma manifestação ocorrida nos EUA, na década de 1960, fez da “queima do sutiã” em praça pública (que na verdade não aconteceu) um marco da revolução feminista. Porém, a história é recheada de momentos que selam a luta da mulher por seus direitos. A definição do filósofo francês Lipovetsky sobre “a mulher indefinida” é a representação do abandono às raízes machistas, pautadas em caminhos sociais pré-traçados. Ao longo do tempo, a existência feminina tornou-se um processo de escolhas sem definição prévia. Hoje é fato, ninguém define mais a mulher. Em muitas sociedades é possível vê-la participar efetivamente dos papéis antes restritos ao homem.

 

O poder feminino é encontrado desde muitos séculos passados com Elisabeth I, Catarina, a Grande, Cleópatra, Margareth Thatcher, entre tantas outras figuras importantes. O Brasil teve a primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da República. Dos 38 ministérios e órgãos centrais da União, dez eram chefiados por mulheres. Em 2012, pela primeira vez no mundo, uma mulher assumiu o comando de uma empresa petrolífera.

 

Essa realidade cada vez mais presente trouxe inquietação às Ciências Sociais, que buscou nos estudos de gênero argumentos acerca das diferenças entre homens e mulheres que vão além das causas biológicas e esbarram em origens socioculturais.

 

Pois bem, um olhar mais atento nos mostra que a questão da igualdade é mais complexa do que se parece… O que dizer, por exemplo, da vida das mulheres no islã ou ainda da tradição africana de mutilação genital feminina que acontece ainda hoje?

 

Adaptado do texto “O poder do sutiã e salto alto…”

Fotos: Revista Sociologia Ciência & Vida Ed. 41