Não pode ser, mas é

Analisando o fantástico para problematizar o real

Por Fabricio Basílio | Foto: Revista Sociologia | Adaptação web Isis Fonseca

Quando pensamos em uma história fantástica, logo nos vêm à cabeça elementos impossíveis de existir em nossa vida cotidiana, como mortos-vivos, casas mal assombradas, objetos falantes ou voadores, relação com outros mundos etc. Em suma, tudo aquilo que “não pode ser, mas é“, como afirma Bioy Casares.

Assim, analisar o que é considerado “fantástico” para uma determinada época permite problematizar o que é considerado “real”, já que o primeiro é uma ruptura do segundo.

Nesse sentido, almejamos discutir como ocorrem as representações do irreal em diferentes épocas e a partir de diferentes materiais, notadamente a literatura e o cinema.

Concordamos com Howard Becker (2009) que o saber sociológico pode ser visto onde menos se espera e acreditamos que as narrativas literárias e fílmicas nos permitem compreender o espírito de uma época.

Assim, ao trazer para o debate algumas dessas narrativas, almejamos problematizar como o que é considerado fantástico – e por consequência, o que é considerado real – muda no decorrer do tempo, revelando que o fantástico justamente anula a barreira que separa o real e o irreal, o possível do impossível, virando a realidade pelo avesso, arranhando o real em sua complexidade e pujança.

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