O poder do povo

Da Redação | Foto: Shutterstock | Adaptação web Caroline Svitras

 

No Brasil, primeiro vieram os direitos sociais. Depois, os civis e os políticos. Nesse processo socio-histórico, ficamos sem a clara noção de que ter direitos políticos interfere diretamente na obtenção de direitos sociais. Foi dessa forma construída a nossa cidadania, com pouca relevância dispensada à nossa participação política. E com a atuação dos representantes cada vez menos transparente e distante da população. Esse cenário pode estar com os dias contados.

 

As manifestações que têm ocorrido no Brasil são um claro indício dessa constatação. O fato é que estaríamos diante de um fenômeno geracional: os milhões de jovens que foram às ruas nasceram sob a égide da Constituição promulgada há 25 anos e cresceram experimentando uma democracia até então inédita no País. O maior acesso à universidade por esses jovens seria outro fator a colaborar para a consolidação da democracia e a servir de base para repensar a cidadania brasileira.

 

Na prática, os jovens também já perceberam o seu poder: o resultado das manifestações foi um recuo das autoridades para reformular a maneira com que fazem política.

 

Adaptado do texto “Um momento singular”

Revista Sociologia Ciência & Vida Ed. 48