Teologia da Prosperidade

Por Aron Édson Nogueira Giffoni Barbosa* | Foto: Shutterstock | Adaptação web Caroline Svitras

No contexto dos últimos 50 anos, a intensa urbanização e industrialização marcaram o período do desenvolvimento nacional. Surge então uma proposta religiosa baseada no tráfego de bens simbólicos, que trouxe para si os segmentos mais pobres da sociedade brasileira, e a partir destas foram criadas redes de símbolos que fizessem sentido a essas camadas e que lhes dessem dignidade. De acordo com Proença (2010), as mudanças estruturais por quais o Brasil passou instigaram o aparecimento de determinadas práticas religiosas que respondiam bem aos processos de modernização que a sociedade brasileira passava. As pessoas foram atraídas pelas propostas que essas novas práticas colocavam como resposta ao mundo de crises que viviam. O neopentecostalismo surge com propostas de soluções mais instantâneas e mediadas por elementos sobrenaturais. Esse segmento ficou conhecido no meio pentecostal por Teologia da Prosperidade.

 

Entre os principais ensinamentos desse segmento estão a vontade de Deus que seus filhos comam do bom e do melhor, que vistam as melhores roupas e tenham tudo o que é melhor; não se deve gastar dinheiro com médicos e remédios, pois a fé é suficiente para a cura de todas as doenças. O neopentecostalismo abandona uma ética de desvalorização do mundo voltada para objetivos extramundanos e passa a trabalhar com a ideia de aceitação que é natural ser rico, ter uma saúde boa e ser próspero. A figura do diabo aparece novamente aqui, pois é atribuída à ação demoníaca toda a responsabilidade pela miséria e pelo sofrimento.

 

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Sociologia Ciência & Vida Ed. 43

Adaptado do texto “As traquinagens da modernidade na religião”

*Aron Édson Nogueira Giffoni Barbosa é bacharel (Antropologia), licenciado em Ciências Sociais e mestrando em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora. E-mail: arongiffoni@hotmail.com

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