Três livros para compreender discussões da sociedade

Da Redação | Foto: Reprodução Internet| Adaptação web Caroline Svitras

Redes de Indignação e Esperança: Os Movimentos Sociais na Era da Internet, por Manuel Castells

A mais recente obra do sociólogo Manuel Castells, Redes de Indignação e Esperança: Os Movimentos Sociais na Era da Internet, reflete sobre os movimentos sociais que eclodiram a partir de 2011, desde a Primavera Árabe até os Movimentos Occupy nos Estados Unidos. Castells analisa a relação dessas mobilizações sociais e com a internet, desde o processo de comunicação e conexão horizontais e o uso da internet com as novas formas de ação e participação política. A internet teria criado as condições para se compartilhar sentimentos coletivos, a indignação e a esperança. Apesar de faltar uma base teórica mais sólida, a abordagem de Castells tem um papel importante no sentido de realizar uma reflexão sociológica sobre os novos movimentos sociais, inclusive, colocar elementos úteis para entender as manifestações que ocorreram no Brasil este ano.

 

Zona do Euro: qual o Futuro?, por Michel Aglietta e Christian Perret Gentil

Michel Aglietta, um dos principais representantes da chamada “escola da regulação”, ao lado de Robert Boyer, Alain Lieptiz, entre outros, desenvolve reflexões sobre a crise financeira em sua última obra, Zona do Euro: qual o Futuro? Neste livro, Aglietta relaciona crise financeira e a chamada “Zona do Euro”, observando o impacto da primeira e as ações e reações no continente europeu. Ele retoma alguns aspectos da teoria da escola da regulação para defender a necessidade de uma regulação financeira na Europa. Apesar de ter vários pontos questionáveis, o tema abordado é de importância e grande atualidade, bem como rico em informações.

 

A Classe em Farrapos: Acumulação Integral e Expansão do Lumpemproletariado, por Lisandro Braga

Lisandro Braga, em seu livro A Classe em Farrapos: Acumulação Integral e Expansão do Lumpemproletariado, apresenta uma importante contribuição para se pensar o desenvolvimento capitalista e sua relação com o desemprego. A partir de uma análise crítica da realidade social na contemporaneidade, o autor mostra o processo no qual o crescimento do desemprego está vinculado às mudanças históricas do capitalismo desde os anos 1980. Isso gera uma ampliação quantitativa do lumpemproletariado, gerando uma nova dinâmica para essa “classe em farrapos”. Além da análise histórica e sociológica do capitalismo contemporâneo e suas mudanças, bem como do crescimento do lumpemproletariado e de sua situação no caso brasileiro, um dos pontos fortes do livro é a discussão sobre classes sociais e lumpemproletariado, especialmente significado desse último termo, por meio de uma revisão que vai desde o pensamento de Marx até hoje.

 

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Sociologia Ed. 50